Definição
■ Segundo SHELL (2001), mediação é um processo único e conhecido chamado negociação, que é uma atividade humana facilmente identificável que ajuda as pessoas a atingir metas e solucionar problemas.
■ De acordo com o Termo de Referência (…) do INCRA (2001), mediação é a intervenção de um terceiro elemento que possibilita a interação entre partes envolvidas no conflito social, na busca de soluções pacíficas e negociadas.
Introdução
■ O processo de mediação vem tomando corpo há tempos e incrementando as mais diversas áreas de atuação como ferramenta para solução de impasses.
■ Esses conflitos estão presentes em nossa sociedade ao longo dos tempos, diretamente por meio dos embates bélicos ou, de outra forma, através da violência estrutural e cultural que dá origem às situações de humilhação, discriminação, exclusão e até a vitimação.
■ Assistimos a uma cultura disseminada de violência que sobressai nos relacionamentos entre os indivíduos, independente de idade, sexo, classe social etc.
■ Essa é uma realidade que as escolas em geral não escapam e que tem vindo a afetar o seu funcionamento harmonioso.
■ Para inverter essa tendência, torna-se necessário desenvolver uma educação para a convivência e para gestão positiva dos conflitos, a fim de construir uma cultura de paz, de cidadania e de convivência saudável.
■ A escola pode encontrar na mediação uma abordagem para a transformação criativa dos conflitos, aceitando aproveitá-los como uma oportunidade de crescimento e mudança, um potencial educativo e de formação pessoal para a resolução de problemas para a vida.
■ A mediação escolar é um meio de diálogo e de reencontro interpessoal, de resolução dos conflitos, em que um terceiro, neutro e imparcial, auxilia os indivíduos a comunicar, negociar e alcançar compromissos mutuamente satisfatórios.
■ Preparar os atores da comunidade educativa para a mediação significa não só fomentar uma melhor convivência na escola, mas também produzir uma sociedade civil mais madura, ativa e cidadã.
Como proceder???
■ Normalmente o que podemos observar é a existência de uma cultura corretiva e muito pouco preventiva.
■ Não temos a capacidade de perceber que o equilíbrio e o bem-estar individual repercutem sobre a sociedade, ou se temos, não agimos…
■ Agora se manifesta a necessidade de concentrar a atenção sobre um “projeto individual”, em condições de despertar a ativar todas aquelas potencialidades ainda descuidadas pelos sistemas educativos convencionais em favor de normas intelectuais e comportamentais.
■ Segundo Robert Jung, devemos favorecer no indivíduo o desenvolvimento das qualidades de que terá necessidade no terceiro milênio, dentre as quais:
○ Tolerância e espírito de solidariedade, para conviver pacificamente com os outros, em uma época de vertiginosa expansão demográfica.
■ Especialmente no que se refere ao processo de escuta ativa,, que ajuda as pessoas a ajudar-se, evocamos Carl Rogers; processo chamado também de counseling.
■ Trata-se de uma abordagem centrada na pessoa.
■ Pode concentrar-se sobre o modo de enfrentar e resolver problemas específicos, favorecer um processo decisório, ajudar a superar uma crise, melhorar relacionamentos com os outros, facilitar o desenvolvimento, aumentar o conhecimento, a consciência de si e permitir a elaboração de emoções e conflitos interiores.
■ Segundo Cecil Osborne (A arte de relacionar-se com as pessoas): “Ouvir não é apenas escutar passivamente. É uma experiência ativa, em que você presta verdadeira atenção àquilo que outra pessoa está dizendo”.
■ Atento a essa questão, vale observar o relato de uma experiência de infância vivida por Carl Rogers (Um jeito de ser, 4):
■ “…lembro-me quando uma criança fazia uma pergunta e a professora dava uma ótima resposta, porém a uma pergunta inteiramente diferente. Nestas circunstâncias, eu era dominado por um sentimento intenso de dor e angústia. Como reação, eu tinha vontade de dizer: ‘Mas você não a ouviu!’ Sentia uma espécie de desespero infantil diante da falta de comunicação que era (e é) tão comum”.
■ Como descreve Dr. René Spitz: “Mesmo que você esteja muito ocupado, você deve sempre arranjar tempo para fazer alguém se sentir importante”.
Conclusão
“Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho,
pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,
mas não vai só, nem nos deixa sós: leva um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada;
há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada.
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida
e a prova evidente de que duas pessoas não se encontram ao acaso.”